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BB busca parcerias para dobrar carteira de crédito imobiliário

O Banco do Brasil aposta nas parcerias com construtoras e em novas linhas de financiamento destinadas à compra da casa própria para conseguir dobrar a carteira de crédito imobiliário em 2011. “Nossa grande estratégia para o ano é intensificar o financiamento à produção. Isso nos dará escala”, afirma o vice-presidente de negócios de varejo, Paulo Rogério Caffarelli.

A tentativa de intensificar o financiamento à produção se dará por meio do relacionamento com grandes e médias construtoras. Além da maior escala, a instituição financeira pretende captar parte dos repasses ao final da obra, ou seja, conceder crédito imobiliário para as pessoas físicas que vão comprar as unidades habitacionais já construídas.

Novos produtos também devem ajudar o BB a chegar a uma carteira de crédito imobiliário de R$ 6,5 bilhões ao fim do ano. Em breve o banco lançará uma linha de financiamento para a construção de imóveis para pessoas físicas.

A instituição também se prepara para disponibilizar o financiamento de imóveis na planta e irá aderir ao pró-cotista do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, que garante taxas de juros menores aos trabalhadores que possuem conta no FGTS há mais de três anos.

O executivo garante que o BB possui um fôlego maior para crescer em relação aos bancos mais tradicionais nessas concessões. A instituição pública iniciou o financiamento de imóveis em julho de 2008 e está distante de atingir o limite de recursos de poupança, uma das fontes mais baratas para o financiamento imobiliário.

O banco pode direcionar até 10% dos recursos depositados em poupança para o crédito imobiliário. Em setembro de 2010 (último dado disponível), o saldo da poupança do BB era de R$ 85,703 bilhões. “Em 2012 ou 2013, o mercado deve ter uma dificuldade para equilibrar o volume de recursos da poupança e a demanda por financiamentos, mas isso só vai nos atingir em um segundo momento”, acredita Caffarelli.

Outra estratégia da instituição para alavancar a carteira de crédito imobiliário é atuar fora da base de clientes. Para isso, a instituição está desenvolvendo um projeto para trabalhar com correspondentes bancários imobiliários. “O crédito imobiliário tem complexidade maior do que os demais produtos bancários”, explica. Por essa razão, o executivo acredita que os correspondentes devem ser corretores, imobiliárias e construtoras, um público habituado às características do segmento.

Já o programa federal “Minha Casa, Minha Vida” continuará a ser explorado pelo BB. Caffarelli lembra que os negócios fechados com construtoras nesses empreendimentos garantem um volume expressivo de contratos. Até agora, já são 12 mil as unidades contratadas. Embora ainda não tenham ocorrido desembolsos significativos, a expectativa é que o programa responda ao final de 2011 por R$ 1,2 bilhão do crédito imobiliário da instituição.

Fonte: Primeira Edição

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