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Corretagem de imóveis cresce como 2ª carreira

A aceleração do mercado imobiliário – em São Paulo, as vendas cresceram 75% no primeiro trimestre/2010 – se reflete na busca por corretores. Na Imobiliária Lello, em São Paulo, essa área foi reforçada em 15% para fazer frente à busca por casas e apartamentos.

Oferecendo horário flexível e comissão de cerca de 3% a cada unidade vendida, o setor atrai profissionais de diversas formações.

Segundo Roseli Hernandes, diretora da Lello, a possibilidade de fazer o próprio horário e de conciliar o trabalho com outras atividades – mesmo que seja cuidar da família – está entre os atrativos da profissão. Os corretores são o que se chama de “profissional-empresa”: trabalham como prestadores de serviço para as imobiliárias, que em troca oferecem sua base de dados para venda e locação. O ganho depende inteiramente do que a pessoa vender. “O profissional fica com entre 40% e 50% do valor da comissão”, diz Roseli.

A única exigência legal para a profissão, segundo o diretor de comercialização e marketing do Secovi-SP, Luiz Fernando Gambi, é o curso de Técnico em Transações Imobiliárias, conhecido como TTI, que pode ser obtido em seis meses. Gambi conta que deixou a engenharia na época de “vacas magras” do setor, nos anos 80, para se dedicar à corretagem. Para prosperar, diz, é preciso deixar a “mentalidade de assalariado” para trás. “Você é uma empresa. É preciso trabalhar com planejamento de fluxo de caixa, saber que a venda de hoje te dá um horizonte para um período sem renda”, explica.

O médico veterinário Roberto Moreira Filho, 52 anos, manteve uma clínica por mais de 20 anos. Em 2007, deixou o negócio que havia sido fundado pelo pai, em 1957, para se tornar corretor. “Fiquei 12 anos sem tirar férias. Trabalhava todos dia, inclusive domingo. Na sexta-feira no fim da tarde, chegava um cachorro atropelado e eu não podia dizer ao dono desesperado que meu dia de trabalho tinha terminado.”

Moreira Filho resolveu usar o bom relacionamento na Mooca, onde vive desde criança, para exercer o “lado comerciante”. Após tirar o registro profissional, especializou-se em oportunidades na zona leste da capital.

Segundo ele, o trabalho na clínica ajudou na administração dos altos e baixos da nova profissão. “Sei que posso ganhar uma comissão de R$ 33 mil em um mês e não vender nada no outro.” Ele confirma que a atividade permite um esquema flexível de trabalho. “Apesar da correria, é mais tranquilo (que a clínica).”

Fonte: Jornal da Tarde

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